segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Maria-sem-vergonha (Catharanthus roseus)



Seu nome científico é Catharanthus roseus. Popularmente chamada de maria-sem-vergonha, também é conhecida como vinca, vinca-de-gato, vinca-de-madagáscar, boa-noite, bom-dia. 


É uma planta muito estudada pela medicina devido a suas propriedades farmacológicas. Suas folhas acumulam a vimblastina, uma substância química utilizada em remédios para o tratamento de câncer e outros linfomas, que atua sobre o processo de mitose, inibindo a divisão celular. Também é utilizada no tratamento de diabetes e possui propriedades anti-inflamatórias. É importante ressaltar que, apesar de seus benefícios farmacológicos, esta espécie não deve ser consumida, pois é tóxica. 


Referências bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catharanthus_roseus

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/09/27/extrato-de-planta-amazonica-protege-da-radiacao-solar.htm

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Um verão com muitos insetos...

Com as chuvas de verão, muitos insetos surgem por aqui. É difícil andar pelo sítio sem ser atacado por um monte de "borrachudos". As mosquinhas das frutas, então, estão por todas as partes e, embora pequenas têm uma mordida muito incômoda. 

Infelizmente, por aqui também aparecem os perigosos mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Olha só um que eu peguei me picando e fiquei torcendo para este não estar contaminado (melhor dizendo, "esta", já que são as fêmeas deste inseto que nos picam).





Nesta época do ano, os mosquitos Aedes aegypti se multiplicam e o País investe em políticas de combate ao seu aparecimento e de extermínio da espécie. Qualquer local que pode armazenar água de chuva é um risco para sua proliferação e é importante fazermos a nossa parte, eliminando locais que possam acumular água, como lixeiras abertas, caixas d'águas destampadas, vasos de plantas entre tantos outros tipos de recipientes. Morar em um sítio, que tem em torno de umas 200 árvores, dificulta este controle: folhas de árvores, buracos nos troncos, bromélias, bambus, são potenciais criadores para esta espécie, que coloca seus ovos em água limpa parada. Uma fêmea contaminada pode transmitir a doença para suas crias, sendo que, cada fêmea pode colocar entre 150 a 200 ovos por vez. Para auxiliarmos no combate da proliferação deste inseto em ambientes naturais, é necessário lembrarmos que temos importantes aliados: os predadores do mosquito como as aranhas, os sapos, as rãs e as lagartixas, felizmente, todos eles, ainda presentes por aqui. 




Quem aparece  também com as chuvas são as tanajuras, formigas gigantes que nesta época  do ano saem do formigueiro para se acasalarem. 




É lógico que acabam se tornando presas fáceis de animais como os bem-te-vi, que fazem voos incríveis na captura deste inseto. As fêmeas aladas desta espécie de saúva também são caçadas por pessoas que as apreciam em pratos culinário. Sejam fritas, assadas, em farofas: esta formiga é uma iguaria apreciada na mesa de muitos brasileiros. Eu nunca experimentei, mas dizem que seu gosto se assemelha aos frutos do mar. Sua carne tem alto valor proteico, já que o seu avantajado abdômen está cheio de ovas que darão origem a um novo formigueiro. 


Nos últimos dias, uma espécie de lagarta branca invadiu o terreno. 




Elas estão por toda a parte: no chão, nas árvores, subindo em muros, paredes... Por incrível que pareça, voam no ar levadas pelo vento e, por vezes, literalmente caem sobre a gente! Isso é indício de descontrole ambiental. Tenho observado que as aves pelo terreiro estão cada vez mais escassas...




Outro problema são os pelos desta taturana branca, que em contato com a pele sapecam, provocando queimaduras. Evitar tocá-las tem sido um desafio com tantas delas por aqui...

Esta outra taturana, que se parece com um bichinho de pelúcia, embora bonita também é perigosa. Suas cerdas em contato com a pele liberam uma toxina, que provoca muita dor. Melhor apreciar à distância.





Logo, logo, perigosas e fascinantes taturanas se transformarão em encantadoras e, geralmente, inofensivas mariposas. 





Quem costuma não assustar ninguém são as joaninhas. Ao contrário, quando avistadas causam fascínio pela beleza das vivas cores de suas asas. Muitas pessoas se permitem até pegá-las, deixando-as passear sobre suas peles. Esta espécie de joaninha alaranjada sem pintinhas, muito frequente por aqui, é a Cycloneda sanguinea. As manchas negras sobre as áreas brancas em sua cabeça têm a aparência de enormes olhos, deixando esta joaninha ainda mais simpática.




Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 2013).





domingo, 20 de janeiro de 2013

Cana-de-macaco (Costus spicatus)



A matinha está colorida com a cana-de-macaco. Esta planta, cujo nome científico é Costus spicatus, é originária do Brasil. Também é conhecida popularmente como cana-do-brejo, cana-do-mato, cana-roxa, cana-roxa-do-brejo, canarana, flor-da-paixão, jacuacanga, paco-catinga, paco-caatinga, periná, pobre-velho (Manaus) e ubacaia. 




Possui importantes propriedades farmacológicas e fitoterápicas. Reconhecida por seu potencial diurético, é empregada na medicina popular para o tratamento de dores e dificuldades para urinar, pedra-nos-rins (cálculo renal), cistite, inflamação da ureta, distúrbios menstruais, inchaço (retenção de líquido) e diabetes. 


Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 19/1/2013).

Borboleta Adelpha

dorsal

Esta borboleta que fotografei hoje pertence ao gênero Adelpha, do qual fazem parte 85 espécies. 

A coloração das espécies de borboletas desse gênero é semelhante, o que dificulta sua identificação. Para tentar classificá-las é preciso estar atento às configurações das cores e dos desenhos em suas asas. 

 ventral


Pesquisando algumas espécies de Adelpha, achei que esta nossa visitante é muito parecida com a Adelpha thesprotia. Uma identificação selvagem, é claro. 




Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 20/1/2013).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aranha preta de patas marrons

Depois da experiência angustiante com a "aranha marrom", não me senti nada à vontade com a presença desta aranha negra de patas marrons dentro de casa. Aproximei-me, sondando a visitante de perto, que nem se incomodou com minha aproximação. Pacífica, deixou-se observar, fotografar, enfim, nem fez caso de minha curiosidade. 




Bem... feia ela não é. Quanto à sua picada, não a deixei por perto para me arriscar a descobrir na pele...



Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo, MG, 11/01/13)

domingo, 25 de novembro de 2012

Gratidão


Há cinco anos, comecei como hobby fotografar a natureza aqui do sítio onde moro. Não é uma área muito grande (pouco mais de 20.000m2), mas está em uma região de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado e, por causa disso, encontramos um bom número de indivíduos tanto da fauna quanto da flora desses ecossistemas.

Fotografar começou como hobby, um tempo para fugir, geralmente nos finais de semana, do estresse de minha dupla jornada de trabalho e tomou tal dimensão que tornou-se uma das minhas paixões.

Não tenho técnica no manejo com a câmera, sou amadora, mas o grande fascínio desta excursão pelo terreno são as inúmeras descobertas que este tempo tem me proporcionado. São momentos mágicos, sinto uma conexão com o todo, um respeito por cada vida que contemplo e registro, uma gratidão imensa ao mistério da vida. O registro de um ser em plena existência na Terra me emociona. Agradeço a cada espécie quando consigo uma foto que me encanta. Há momentos que parecem que os animais fazem pose para mim: voam ao redor, aproximam-se, mudam de posição, até conseguir uma que me surpreende e fascina. Tantas vidas únicas que ficam no registro. O instante que fica na memória. Os sentidos que afloram.

Eu denomino esses momentos de conexão com o divino. Cada um de nós ali, tão pequeno, diante deste universo maravilhoso e imenso, mas cada vida tão significante, única, especial. Tudo o que há versa essa humildade maravilhosa de sermos todos dignos do olhar que ama. É minha forma de orar. De agradecer pela perfeição desta obra e de nos questionarmos o nosso papel e nossa responsabilidade frente aos ideais que todas as religiões anunciam. Amar ao próximo. 

O que a gente vê muitas vezes, é que essa conexão com o divino, muitas vezes não se alicerça nos ideais que deveriam nos reger. Para mim, são muitos: respeito à história de cada um, às diferenças, tolerância, compreensão, perdão. Não é fácil para nós, mas deveria ser uma tarefa diariamente praticada.

A existência, como versou Gonzaguinha, "um divino mistério profundo, o sopro do criador numa atitude repleta de amor". Talvez seja este nosso grande desafio na vida: amar,  agirmos em prol de um mundo mais justo e mais fraterno, mesmo quando esse mesmo mundo nos mostra tantos envolvidos em barbaridade, tantos valores embasados somente no aqui-agora, no ganha-ganha a qualquer preço, no individualismo. Temos que acreditar que muitas pessoas, em atividades diversas, continuarão, crescentemente a semear esses ideais da Paz, de forma que, em um futuro bem próximo, a pacificação esteja em pauta em todas as esferas sociais. Pressentir que temos uma responsabilidade neste sonho e, como bem sabemos, cada um tem o livre arbítrio para escolher seus caminhos.

Fico feliz em viver em uma sociedade onde muitos sonham com a Paz. Já assistimos a tantos avanços: a busca pela resolução de conflitos pelos meios pacificadores é um campo de estudo e ação crescentes.

O maior desafio para todos nós é o berço dessa cultura: o nosso próprio olhar e agir sobre o outro e nós mesmos. Como pedras brutas, quanto cada um de nós precisa se lapidar. Uma tarefa árdua. Requer, por exemplo, a renúncia ao nosso ego inflado, para reconhecermos em cada outro, a mesma valorização que todos devemos ter. Demolições de paradigmas impregnados de preconceitos, tão distantes do que realmente enlaça o homem de forma íntegra ao mundo. Fim da cultura do ódio e nascimento de um ideal de justiça reparadora e, não somente, punitiva.

A natureza, para mim, é isso: um elo que nos liga a tudo o que há. Agradeço a Deus pelo ar que respiro, a brisa que balanças as árvores nestas caminhadas, os inúmeros seres que me presenteiam com sua breve presença, pelo curso da vida, as mudanças de estação, o caminho que ainda há pela frente, as descobertas a serem realizadas, sonhos a edificar, trabalhos a construir...




Cláudia Pinheiro Camargos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ninfas de gafanhoto

Um batalhão de ninfas.



Umas com o rosto vermelho e outras, amarelo.


 
 

Trocando informações e comendo a folhagem, é claro.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 18/11/2012).