domingo, 2 de agosto de 2015

A vespa e o buraco

Vi essa vespa, hoje, 2/8/15, em Sarzedo/MG. Achei curioso o comportamento dela: estava cavando o chão. Resolvi fotografá-la. Para minha surpresa, ela retirou uma tampa de barro do chão e surgiu um buraco, do qual, imediatamente, um outro animai apareceu sob a observação da vespa (e minha rsrsrs). Não deu para ver direito o que era, já que imediatamente ele voltou para dentro do buraco, seguido pela vespa. Era bem maior. Parecia uma aranha. Olhei para dentro do buraco e não dava para ver mais os animais. Achei interessante a tampa de barro, circular, no tamanho perfeito para tampar o buraco. Fiquei esperando por alguns momentos para ver se algum deles voltava à superfície, mas nada... (confesso que até cutuquei o buraco com uma varinha, mas em vão). Alguém sabe me explicar o que pode ser? As vespas têm o hábito de encarcerar outras espécies?

A vespa destampando o buraco.

O animal que saiu de dentro do buraco sob o olhar da vespa (e do meu): parece uma aranha. Mal colocou o corpo para fora, voltou para dentro do buraco perseguida pela vespa. Parecia cena de cárcere privado: tentou fugir, viu a vespa, voltou depressa prisão adentro com a vespa atrás... fiquei impressionada....



Fui conferir: o buraco é fundo e não é linear. Não deu para ver os animais lá dentro (nem cutucando com uma varetinha, eles saíram).

Fiquei encantada com a tampa de terra: encaixe perfeito no buraco. Se a vespa não tivesse chamado a minha atenção, jamais perceberia que tem um buraco ali...

A parte externa da tampa, que além de ter o tamanho exato para fechar o buraco é de um design surpreendente...

A parte interna da tampa




Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 2/8/15).

2 comentários:

  1. Vi no National Geographic que a vespa injeta um veneno paralisante na aranha, que não a mata, mas a deixa em coma permanente. Transforma a aranha em uma hospedeira para sua cria. Deposita um único ovo, que ao se transformar em larva irá se alimentar da aranha ainda viva.  .Ok. É a lei da sobrevivência. Nós, seres humanos, temos a missão de conhecê-la, analisá-la e questionarmos nosso lugar nas relações entre espécies. Conseguimos o nosso topo na cadeia alimentar também a partir de relações de competição, parasitismo, exploração. Impusemos sofrimento para alcançarmos o poder. Aprimorarmos a nossa natureza para um enfoque de relações que estabeleçam com os outros a primazia da cooperação tem sido um desafio e tanto... Buscarmos novos meios para suprir nossas demanda que não seja via exploração, sofrimento e menor valia do outro é um convite que nos é feito desde que reconhecemos que algo que nos ultrapassa rege a nossa natureza humana. Somos seres transformadores. Partimos do primitivismo e estamos caminhando para nossa humanização. Ainda não somos a espécie que deveríamos ser. Temos a cognição ao nosso favor que somada à inteligência emocional pode nos apontar caminhos. Contudo, a jornada ainda é longa: nossos instintos individualistas às vezes imperam. Espero que nossa natureza reflexiva encontre cada vez mais atalhos para essa evolução...

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