domingo, 20 de janeiro de 2013

Cana-de-macaco (Costus spicatus)



A matinha está colorida com a cana-de-macaco. Esta planta, cujo nome científico é Costus spicatus, é originária do Brasil. Também é conhecida popularmente como cana-do-brejo, cana-do-mato, cana-roxa, cana-roxa-do-brejo, canarana, flor-da-paixão, jacuacanga, paco-catinga, paco-caatinga, periná, pobre-velho (Manaus) e ubacaia. 




Possui importantes propriedades farmacológicas e fitoterápicas. Reconhecida por seu potencial diurético, é empregada na medicina popular para o tratamento de dores e dificuldades para urinar, pedra-nos-rins (cálculo renal), cistite, inflamação da ureta, distúrbios menstruais, inchaço (retenção de líquido) e diabetes. 


Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 19/1/2013).

Borboleta Adelpha

dorsal

Esta borboleta que fotografei hoje pertence ao gênero Adelpha, do qual fazem parte 85 espécies. 

A coloração das espécies de borboletas desse gênero é semelhante, o que dificulta sua identificação. Para tentar classificá-las é preciso estar atento às configurações das cores e dos desenhos em suas asas. 

 ventral


Pesquisando algumas espécies de Adelpha, achei que esta nossa visitante é muito parecida com a Adelpha thesprotia. Uma identificação selvagem, é claro. 




Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 20/1/2013).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aranha preta de patas marrons

Depois da experiência angustiante com a "aranha marrom", não me senti nada à vontade com a presença desta aranha negra de patas marrons dentro de casa. Aproximei-me, sondando a visitante de perto, que nem se incomodou com minha aproximação. Pacífica, deixou-se observar, fotografar, enfim, nem fez caso de minha curiosidade. 




Bem... feia ela não é. Quanto à sua picada, não a deixei por perto para me arriscar a descobrir na pele...



Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo, MG, 11/01/13)

domingo, 25 de novembro de 2012

Gratidão


Há cinco anos, comecei como hobby fotografar a natureza aqui do sítio onde moro. Não é uma área muito grande (pouco mais de 20.000m2), mas está em uma região de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado e, por causa disso, encontramos um bom número de indivíduos tanto da fauna quanto da flora desses ecossistemas.

Fotografar começou como hobby, um tempo para fugir, geralmente nos finais de semana, do estresse de minha dupla jornada de trabalho e tomou tal dimensão que tornou-se uma das minhas paixões.

Não tenho técnica no manejo com a câmera, sou amadora, mas o grande fascínio desta excursão pelo terreno são as inúmeras descobertas que este tempo tem me proporcionado. São momentos mágicos, sinto uma conexão com o todo, um respeito por cada vida que contemplo e registro, uma gratidão imensa ao mistério da vida. O registro de um ser em plena existência na Terra me emociona. Agradeço a cada espécie quando consigo uma foto que me encanta. Há momentos que parecem que os animais fazem pose para mim: voam ao redor, aproximam-se, mudam de posição, até conseguir uma que me surpreende e fascina. Tantas vidas únicas que ficam no registro. O instante que fica na memória. Os sentidos que afloram.

Eu denomino esses momentos de conexão com o divino. Cada um de nós ali, tão pequeno, diante deste universo maravilhoso e imenso, mas cada vida tão significante, única, especial. Tudo o que há versa essa humildade maravilhosa de sermos todos dignos do olhar que ama. É minha forma de orar. De agradecer pela perfeição desta obra e de nos questionarmos o nosso papel e nossa responsabilidade frente aos ideais que todas as religiões anunciam. Amar ao próximo. 

O que a gente vê muitas vezes, é que essa conexão com o divino, muitas vezes não se alicerça nos ideais que deveriam nos reger. Para mim, são muitos: respeito à história de cada um, às diferenças, tolerância, compreensão, perdão. Não é fácil para nós, mas deveria ser uma tarefa diariamente praticada.

A existência, como versou Gonzaguinha, "um divino mistério profundo, o sopro do criador numa atitude repleta de amor". Talvez seja este nosso grande desafio na vida: amar,  agirmos em prol de um mundo mais justo e mais fraterno, mesmo quando esse mesmo mundo nos mostra tantos envolvidos em barbaridade, tantos valores embasados somente no aqui-agora, no ganha-ganha a qualquer preço, no individualismo. Temos que acreditar que muitas pessoas, em atividades diversas, continuarão, crescentemente a semear esses ideais da Paz, de forma que, em um futuro bem próximo, a pacificação esteja em pauta em todas as esferas sociais. Pressentir que temos uma responsabilidade neste sonho e, como bem sabemos, cada um tem o livre arbítrio para escolher seus caminhos.

Fico feliz em viver em uma sociedade onde muitos sonham com a Paz. Já assistimos a tantos avanços: a busca pela resolução de conflitos pelos meios pacificadores é um campo de estudo e ação crescentes.

O maior desafio para todos nós é o berço dessa cultura: o nosso próprio olhar e agir sobre o outro e nós mesmos. Como pedras brutas, quanto cada um de nós precisa se lapidar. Uma tarefa árdua. Requer, por exemplo, a renúncia ao nosso ego inflado, para reconhecermos em cada outro, a mesma valorização que todos devemos ter. Demolições de paradigmas impregnados de preconceitos, tão distantes do que realmente enlaça o homem de forma íntegra ao mundo. Fim da cultura do ódio e nascimento de um ideal de justiça reparadora e, não somente, punitiva.

A natureza, para mim, é isso: um elo que nos liga a tudo o que há. Agradeço a Deus pelo ar que respiro, a brisa que balanças as árvores nestas caminhadas, os inúmeros seres que me presenteiam com sua breve presença, pelo curso da vida, as mudanças de estação, o caminho que ainda há pela frente, as descobertas a serem realizadas, sonhos a edificar, trabalhos a construir...




Cláudia Pinheiro Camargos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ninfas de gafanhoto

Um batalhão de ninfas.



Umas com o rosto vermelho e outras, amarelo.


 
 

Trocando informações e comendo a folhagem, é claro.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 18/11/2012).


Besourão

Pousou no meu braço. Levei um susto, "dei um peteleco" e joguei ele longe. Depois, já com mais coragem, fui observá-lo mais de perto. Movia-se rápido.
 
 
 
 
Grande e com antenas enormes. Achei bastante interessante o formato de suas patas. Subiu rápido no tronco do abiu, alcançando os galhos mais altos até desaparecer de minhas vistas.
 
 
 
 
 
Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 18/11/2012).
 
  

Ovos de barbeiro



Estava fotografando as flores brancas e perfumadas de uma árvore do jardim, quando encontrei este barbeiro, que tratou de proteger seus inúmeros ovos brancos dispostos sob seu corpo, abraçando-os com suas patas e enormes antenas.





Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos (Sarzedo/MG, 20/11/12).