domingo, 20 de novembro de 2011

Maria-cavaleira




Outra ave da família Tyrannidae (a mesma do suiriri e do bem-te-vi). Nessa família, há espécies bem parecidas, o que torna difícil a distinção. Essa daqui é da espécie Myiarchus ferox e duas características distintivas dessa maria-cavaleira é a presença de um pequeno topete e a ausência de manchas brancas ao redor dos olhos.







Referência bibliográfica:


Ninhos do garrincha e do bem-te-vi-rajado


O casal de garrinchinhas e do bem-te-vi-rajado arrumaram por aqui locais bem interessantes para construir seus ninhos.



O garrinha fez seu ninho dentro de um buraco no poste do holofote.





Isso se justifica pelo gênero ao qual essa ave pertence: Troglodytes, que significa morador da caverna (é só pensar nos trogloditas).












Já bem-te-vi-rajado aproveitou um buraco oco na árvore feito pelo pica-pau para construir seu ninho.







Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

Emilia fosbergii




Nome Científico: Emilia fosbergii.

Sinonímia: Emilia coccínea.

Nomes Populares: emília, bela-emília, algodão-de-preá, falsa-serralha, serralha-brava, serralhinha, pincel, pincel-de-estudante, brocha.

Família: Asteraceae.

Habitat: é originária da Ásia. No Brasil, ocorre em todo o país.




Características: erva espontânea, “daninha” em cultivos, ereta, de 30cm a 60cm, frequentemente confundida com a espécie Emilia sonchifolia, diferindo-se dessa pelo tamanho de suas flores (que ultrapassam o invólucro em aproximadamente 2mm). Na espécie Emilia sonchifolia, as flores são praticamente do mesmo tamanho do invólucro. A floração ocorre durante todo o ano.




Apresenta propriedades medicinais diuréticas, expectorantes, antianêmicas e antiinflamatórias, sendo utilizada na medicina popular para curar asma, bronquite, faringite, amigdalite, resfriados, dores corporais e infecções urinárias.









Referências bibliográficas:



Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

Sphagneticola trilobata (Wedelia paludosa)




Nome Científico: Sphagneticola trilobata.

Sinonímia: Wedelia paludosa, Silphium trilobatum, Acmella brasiliensis, Wedelia trilobata, Wedelia brasiliensis.

Nomes Populares: vedélia, vadélia, margaridão, picão-da-praia, malmequer-da-campina, malmequer-do-brejo, cura-tombo, pingo-de-ouro, arnica-do-mato, pseudo-arnica, ponta-livre.

Família: Asteraceae.

Habitat: nativa do litoral brasileiro.

Características: é uma planta rústica, rasteira e muito ramificada. A floração ocorre durante todo o ano. Apresenta propriedades medicinais expectorantes, analgésicas, antianêmicas, antiinflamatórias, antinevrálgicas e anticonvulsivantes, sendo utilizada na medicina popular para curar coqueluche, anemia, hematomas, ferimentos, traumatismo, trombose, contusões, nevralgias e em casos de derrame.





Referências bibliográficas:





Obs:

A vedélia tem sido usada em telhados verdes, ou seja em “coberturas vegetais” para edificações. O link abaixo dá acesso a um interessante estudo sobre esse processo:




Fotografia: Cláudia Pinheiro Camargos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os gambazinhos estão de volta na mata...


O Marcos Vinícius (veterinário) os soltou na mata do parque municipal. Eles estavam maiores e já comiam alimentos sólidos (frutas e patê de gato). Bem... para esses um tempo a mais pode fazer toda a diferença.


Gostaria, realmente, que tivéssemos no município um local para acolhimento, cuidado e soltura no habitat natural para casos como esse. Muitos animais, com certeza, deixariam de ser sacrificados ou expostos a uma situação na qual a probabilidade de sobrevivência é mínima.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mimosa pudica: Maria, fecha a porta!




Mimosa pudica é o nome científico dessa planta sensitiva, que é popularmente conhecida por dormideira, dorme-dorme, sensitiva, mimosa e Maria-fecha-a-porta. A espécie é nativa do Brasil, mas, hoje, é encontrada na África, Ásia e na parte tropical das Américas.





Essa planta, que dá essa linda flor rosa, é um arbusto da família das leguminosas (a mesma do feijão e da ervilha).  No Brasil, é encontrada, geralmente, em lugares úmidos, como os locais de Mata Atlântica ou da Floresta Amazônica. Ela apresenta um efeito curioso quando é tocada: suas folhas se fecham imediatamente.












Lembro-me, quando era criança, que gostava de encontrá-las na mata e tocá-las, só para vê-las se fechar, embaladas no bordão: Maria! Fecha a porta, que o boi "inveim"! E para as folhas se abrirem: Maria! Abre a porta, que o boi já foi! (E o pior é acreditar que a planta fechava ou abria as folhas, porque a gente falava com ela...)

Se encontrar alguma, cuidado ao tocá-la, pois seu caule tem espinhos!


Não é somente o toque que faz as folhas dessa planta se fecharem: altas temperaturas, um vento mais forte, frio e a falta de raios solares podem funcionar como estímulos. Os movimentos que a Mimosa pudica realiza são devidos à perda ou ganho de água de algumas células do pulvino (o conjunto de células especializadas que existem na base de cada folha e de cada folíolo). Quando essas células estão cheias de água, elas mantêm os folíolos abertos e as folhas levantadas. Quando sofrem plasmólise, ficam murchas por falta de água, seus folículos se fecham e as folhas ficam inclinadas.




Referências bibliográficas:


 


O link abaixo explica como acontece o movimento das folhas na Mimosa pudica e propõe um experimento para compreender melhor o fenômeno:






E, pesquisando, descobri, ainda, uma matéria muito interessante escrita pelo colunista José Ribamar Bessa Freire. Vale a pena conferir:

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=a3545bd79d31f9a72d3a78690adf73fc&cod=1857






Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

Jataí: a abelha indígena sem ferrão




O nome jataí é de origem tupi. Também chamada jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas, seu nome científico é Tetragonisca angustula. Nativa do Brasil, tem ampla distribuição geográfica e adapta-se bem em diferentes ambientes (inclusive nas zonas urbanas).







Bem pequena (medindo, aproximadamente, 5mm), essa abelha é conhecida por enrolar nos cabelos da gente. Isso é uma de suas defesas: a outra é a beliscar a pele. As abelhas jataís, normalmente, são muito calmas, não apresentam comportamentos agressivos e não possuem ferrão. Além disso, produzem um mel de excelente qualidade: composto essencialmente de levulose (uma substância mais doce que a sacarose), claro, suave, saboroso, que possui, ainda, propriedades medicinais, sendo utilizado como fortificante e antiinflamatório (em particular dos olhos). Além do mel, a jataí produz própolis, cera e pólen de ótima qualidade. Por causa disso, são muito apreciadas pelos meliponicultores.






Sua coloração é amarelo-ouro, com as corbículas (aparelho coletor onde o pólen é recolhido) pretas.





A jataí constrói sua colmeia em ocos de troncos de árvores, vãos de muros, entre tijolos, nas fendas de pedras, enfim, em espaços ocos. A entrada de seu ninho é um tubo (tem um formato de dedo de luva) construído com cerume mole: sua parede apresenta furos.







Referências bibliográficas:









Texto e fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos