quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Jataí: a abelha indígena sem ferrão




O nome jataí é de origem tupi. Também chamada jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas, seu nome científico é Tetragonisca angustula. Nativa do Brasil, tem ampla distribuição geográfica e adapta-se bem em diferentes ambientes (inclusive nas zonas urbanas).







Bem pequena (medindo, aproximadamente, 5mm), essa abelha é conhecida por enrolar nos cabelos da gente. Isso é uma de suas defesas: a outra é a beliscar a pele. As abelhas jataís, normalmente, são muito calmas, não apresentam comportamentos agressivos e não possuem ferrão. Além disso, produzem um mel de excelente qualidade: composto essencialmente de levulose (uma substância mais doce que a sacarose), claro, suave, saboroso, que possui, ainda, propriedades medicinais, sendo utilizado como fortificante e antiinflamatório (em particular dos olhos). Além do mel, a jataí produz própolis, cera e pólen de ótima qualidade. Por causa disso, são muito apreciadas pelos meliponicultores.






Sua coloração é amarelo-ouro, com as corbículas (aparelho coletor onde o pólen é recolhido) pretas.





A jataí constrói sua colmeia em ocos de troncos de árvores, vãos de muros, entre tijolos, nas fendas de pedras, enfim, em espaços ocos. A entrada de seu ninho é um tubo (tem um formato de dedo de luva) construído com cerume mole: sua parede apresenta furos.







Referências bibliográficas:









Texto e fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

Um comentário:

  1. Têm uma colmeia dessa aqui em casa, faz anos.Pensamos em coloca-las em uma caixa mas deixamo onde estavam, e estão.

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