domingo, 16 de outubro de 2011

Frango-d’água-comum


Hoje, avistei um grupo dessa ave na Cachoeira Santa Rosa de Lima. Fiquei incerta sobre que espécie era essa: o que estava de pé, ao longe, no meio da cachoeira, sobre as pedras, parecia uma galinha...








Entretanto, um grupo acima da barragem, nadava como um pato.







Observei-os ao longe. Quando tentei me aproximar, o grupo assustado escondeu-se na vegetação do outro lado da margem. As fotos não ficaram muito boas, mas deu para registrar as principais características dessa ave, que, ao pesquisar, descobri que trata-se do frango-d’água-comum, espécie da família Rallidae, cujo nome científico é Gallinula galeata.









O frango-d’água é uma espécie aquática muito comum no Brasil, não sendo, contudo, muito freqüente na Floresta Amazônica nem no Pantanal. Eu, também, nunca tinha parado para reparar nessa ave, para mim, tudo era “pato” e ponto final. Mas postar as fotos nesse blog sobre os animais que avisto aqui no município, levou-me a essa curiosidade sobre que espécie acabei de encontrar.










Essa ave aqui é também conhecida como galinha-d’água, jaçanã-galo (Nordeste) e peituda (Rio de Janeiro). Embora, de longe, pareça negro, o frango-d’água-comum é da cor cinza escura, com uma série de linhas brancas, largas, abaixo da asa fechada, pernas e pés amarelados. Junto ao corpo, a perna é vermelha. O bico é amarelo, mas só a ponta do mesmo é visível. Sobre o bico e na parte frontal da cabeça, a ave tem um escudo vermelho.












Referência bibliográfica:




Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

sábado, 15 de outubro de 2011

Pardal


Outra espécie de ave que é encontrada em quase todos os países do mundo. Seu nome científico é Passer domesticus. É originária do Oriente Médio. Segundo registros históricos, o pardal chegou ao Brasil por volta de 1903.




Pardal macho na primavera.




Os machos apresentam duas plumagens: na primavera, seu dorso e asas são da cor marrom, com listas pretas.









O rosto, o peito e o abdomen são acinzentados.






A faixa sobre os olhos e a garganta são pretas. As penas do peito, logo abaixo da garganta, também são da cor preta.








O bico é preto e as patas, cor de rosa.








No outono, a plumagem é menos evidente. A coloração na garganta está apagada ou quase que inexistente. (Vou esperar os pardais no outono, aí posto aqui, com maiores detalhes...)



“As fêmeas apresentam cor acinzentada no píleo; marron nos loros, fronte e bochechas; e uma lista supraciliar clara. As remiges e a região dorsal são similares a dos machos. Indivíduos jovens apresentam características semelhantes às fêmeas.” (wikiaves)






Os pardais se alimentam de insetos...











.... sementes, brotos de árvores, flores,  restos de alimentos deixados pelos humanos...





 


... e de minhocas, é claro!











Referências bibliográficas:



Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

Bentevizinho-de-penacho-vermelho






Da mesma família do bem-te-vi comum (Tyrannidae), essa ave poderia ser considerada uma miniatura de bem-te-vi, pois o padrão de coloração da plumagem de ambos é idêntica: parte inferior do corpo amarela; garganta branca; dorso e asas marrom-esverdeados; uma faixa preta que se estende desde o bico (como uma máscara) até a nuca, onde é interrompida; bico e olhos negros;  faixas brancas acima dos olhos (como sobrancelhas grossas).









Contudo, no alto da cabeça, o bentevizinho-de-penacho-vermelho possui uma característica que o diferencia e que define o seu nome: um pequeno topete vermelho.







(Por causa disso também é chamado de bentevizinho-de-topete-vermelho).







O nome científico dessa ave é Myiozetetes similis e ela prefere habitar matas ou capoeiras mais conservadas. Não se adapta bem em regiões campestres ou cidades pouco arborizadas (ainda bem que no nosso município ainda há muitas árvores!).









Faz um ninho muito interessante, que parece uma gruta.







Olha o ninho deste passarinho da foto, feito de capim e paina.









Referências bibliográficas:



Ariramba-de-cauda-ruiva


Em junho deste ano, tirei as fotos desse “beija-flor”, pousado bem em frente à minha janela, o qual achei bastante diferente. Bem... não errei muito na denominação, tendo em vista que esse pássaro também leva os nomes de beija-flor-d'água, beija-flor-da-mata-virgem, beija-flor-do-mato-virgem e beija-flor-grande.






Embora, a primeira vista, realmente, essa ave pareça um beija-flor (devido ao seu bico longo e fino e às suas cores brilhantes), ela não é da mesma família dos beija-flores: pertence à família Galbulidae (já os beija-flores – colibris - pertencem à família Trochilidae).







No wiki-aves eu a localizei como ariramba-da-cauda-ruiva, mas essa ave, ainda, possui outros nomes populares: ariramba-de-cauda-castanha, bico-de-agulha, bico-de-agulha-de-rabo-vermelho, bico-de-sovela, cuitelão, fura-barreira(PE), fura-barriga(PE), guainumbi-guaçu, sovelão(MG) e barra-do-dia (MA).










O nome científico da ariramba-da-cauda-ruiva é Galbula ruficauda. Nos machos, a garganta é branca; já nas fêmeas e nos jovens machos, ela é da cor de ferrugem. Logo, a ave da foto ou é uma fêmea ou um macho ainda jovem.








Esse pássaro tem um canto bem característico: soa como uma risada aguda, que começa espaçada, mas vai se acelerando e ficando cada vez mais aguda.





Referências bibliográficas:

Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gambazinhos órfãos


Hoje, um de nossos cães matou uma gambá (feminino de gambá é assim mesmo: “a gambá”). O mais triste é que ela estava com filhotinhos no marsúpio e, já morta, os filhotes buscavam suas mamas.





Órfãos e ainda em fase de desenvolvimento, acreditamos que os filhotes teriam poucas chances de sobrevivência. (Até atingirem o estágio em que conseguem sobreviver sozinhos, os filhotes vivem no marsúpio da mãe gambá – a bolsa ventral em que, também, localizam-se as mamas).










Eles ficaram com medo, assustados...









Liguei para o Marcos Vinícius, veterinário do nosso município, para pedir orientações e ele ofereceu muito mais: prontificou-se em cuidar dos filhotes até que os mesmos tivessem condições de sobreviverem sozinhos. Aí, então, irá soltá-los em um habitat apropriado, aqui mesmo, em nossa região.



Em local seguro, os gambazinhos órfãos ganharam uma mãe adotiva para ficarem menos estressados!












Fiquei muito feliz com a atitude dele e foi extremamente importante ter socorro, aqui, tão próximo. Vem reforçar o nosso desejo pela criação de um Centro de Recuperação dos Animais Silvestres de nossa região: um programa de extrema utilidade para conservação de nossa biodiversidade, que encontra solo fértil nessa fase de implantação dos projetos no parque ecológico municipal.










Os gambazinhos são da espécie Didelphis albiventris, muito comum em nosso país. Seu nome popular é gambá-de-orelha-branca (também é conhecido como timbu). Como seu próprio nome diz, essa espécie de gambá apresenta como característica principal a orelha com uma fina camada de pêlos brancos e a base escura. Seu focinho é alongado e a cabeça apresenta três listras pretas (uma em cada olho e outra na região superior-mediana da cabeça). Sua cauda, grossa e afilada, é praticamente desprovida de pêlos.






São muito fofos, né? Espero que encontrem todas as condições necessárias para completarem seus ciclos de vida!










Referências bibliográficas:




Informações verbais transmitidas pelo veterinário, Marcos Vinícius de Souza Cardoso.



Fotografias e texto: Cláudia Pinheiro Camargos

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bem-te-vi-rajado


Jamais imaginei que esse pássaro listradinho que aparece tanto por aqui é também uma espécie de bem-te-vi. A minha ideia de bem-te-vi era só o bem-te-vi comum. Bem, isso mudou... acabei de descobrir que esse pássaro listrado é o bem-te-vi-rajado, uma ave solitária e quieta.





Ao contrário das outras espécies de bem-te-vi, que cantam intensamente durante o dia inteiro, o bem-te-vi-rajado costuma cantar com mais intensidade somente nas primeiras horas do dia e no entardecer. Seu canto, também, é muito marcante: repetido várias vezes, parece um soluço agudo e ao mesmo tempo anasalado.






Chamado de pintado, bem-te-vi-do-mato e bem-te-vi-preto, seu nome científico é Myiodynastes maculatus, uma espécie que se destaca pelo enorme bico e a cabeça desproporcional ao corpo. Costuma ser confundido com o bem-te-vi-pirata e com o peitica, mas uma das diferenças visuais é que é bem maior que ambos: é a maior das espécies rajadas da família, chegando a medir entre 18 e 23 centímetros.













Outra característica diferencial sua são as listras superciliares brancas, que, no caso do bem-te-vi-rajado, não se unem na nuca como acontece nas outras espécies de plumagem rajada.







Esse pássaro aparece em todas as regiões do Brasil, mas é mais frequente no Nordeste.









Referências bibliográficas:





Fotografias e texto: Cláudia Pinheiro Camargos


domingo, 9 de outubro de 2011

Suiriri fazendo ninho






Essa fêmea de suiriri está bastante empenhada na construção de seu ninho.








Acho que isso aí é uma pele seca de cobra.

















Ela queria só um pedacinho... para enfeitar, sabe, o ninho...












Ao contrário desse material aqui, fofinho... nem sei como ela conseguiu enxergar e voar até o ninho...











Fotografias: Cláudia Pinheiro Camargos - 09/10/11